Monday, 30 July 2012


can PRESENT catch up with PAST?



For a exception, real life has gone into the way and for the past two years i have lived more in the real life than in my mind, aka my expression work, amond so many other things I have reaccessed my personal signification and value of certain words like CREATIVE and ART, deciding to self entitle my work as EXPRESSIVE rather than CREATIVE,  I find it more truthful and I occur less risk and temptation in falling  into  a pitiful self-egocentric creative artistic label. I find it increasingly embarrassing, and my goal on my personal journey initiated 5 years ago, is to stay as faithful as possible to what TRUTH means to me in these days we live in: no career but also not refusing to work, no social making but also interacting genuinely with people, no financial success but also no economical irresponsibility. More than ever I find personal reassurance in denying  looking or gaining personal value  trough social, external or materialist ( being career ). So I continue trying to make my MAKING, my personal value and identify by solely existing as truthful as possible as MYSELF : Angela born Portuguese in 1975, currently living in London. Just being a human being, a individual.

For the better or the worst, and stripped down to the bare essentials, who am I?  Who I am  withouth my friends, my job, my clothes, my lifestyle?

How can I identify and explain myself to me and to others, to society without a social circle, a career or  a lifestyle?

What is my core as a individual human being? what are my strengths, my roles and my vulnerabilities? That is my passion, my PERSONAL TRUTH, this journey, this discovery.

It has been a turbulent, full of action , to fast period where I only had the option to react to events. In reactive rather than in choice mode.

The consequences emerge know, the conclusions, the reassessments. Part of being truly TRUTHFUL is the capability of going back to old issues and reassess them, testing your own truths, in humility  and in expectation to learn more, to go deeper just one more layer, closer, closer to the biggest mystery of all: TRUTH,  PERSONAL TRUTH.

Saturday, 13 August 2011

Memory Lane - Vinicius de Moraes -E mellhor ser alegre que ser triste

É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração
Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não
"Senão é como amar uma mulher só linda. E daí? Uma mulher tem que ter qualquer coisa além da beleza, qualquer coisa de triste, qualquer coisa que chora, qualquer coisa que sente saudade. Um molejo de amor machucado, uma beleza que vem da tristeza de se saber mulher, feita apenas para amar, para sofrer pelo seu amor e para ser só perdão."
Fazer samba não é contar piada
E quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração
Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
A tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não
"Feita essa gente que anda por aí brincando com a vida. Cuidado companheiro! A vida é pra valer. E não se engane não, tem uma só. Duas mesmo, que é bom, ninguém vai me dizer que tem sem provar muio bem provado, com certidão passada em cartório do Céu e assinado embaixo 'Deus', e com firma reconhecida! A vida não é de brincadeira amigo. A vida é arte dos encontros, embora haja tanto desencontros pela vida. Há sempre uma mulher a sua espera com os olhos cheios de carinho e as mãos cheias de perdão. Ponha um pouco de amor na sua vida como no seu samba."
Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não

Memory lane - Vinicius de Moraes - assim sera nossa vida. um caminho entre dois tumulos

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses

Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos

Memory Lane - Vinicius de Moraes - Soneto da Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinicius de Moraes, "Antologia Poética", Editora do Autor, Rio de Janeiro, 1960, pág. 96.

Memory Lane - Vinicius de Moraes - Soneto de Separação

Vinicius de Moraes - Soneto de Separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma

E das mãos espalmadas fez-se o espanto
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama

E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama

De repente não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante

E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo, distante

Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente

Friday, 24 June 2011

THIS is LIFE MODELLING - scultpure trio pose

The latest life modeling work for Hywel sculpture class -  a trio pose small scale statues in which I posed for -  3x sustained poses -  3h per session over 7 weeks -  giving the end result to these lovely small scale black wax statues set.

Really interesting to see the gesture of my own body outside my body, and to choreograph new form compositions with the 3 poses  - so many possibilities, so many meanings - I spent hours alone in the room, playing with the 3 mini me, observing, exploring views and angles and meanings, like playing in a stage.

In the end of the sequence, a little playing around with a improvised filter -  my hand -  liked the adjacent meaning in creating another story, a veil alike imagery added to the figures, not decisively covering, oculting, following or haunting the figures. Again, maybe perhaps a reflex of own psyche -  a soft, feminine, virginal haunting veil over the figure, which subtly takes, chases, haunt.

the other story